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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Poema do Armando

Armando, ainda bem que gostou do novo look do nosso blog. Fiquei muito contente por ter feito um poema sobre isso, que por sinal gostámos muito. Vou por isso partilhá-lo, com gosto, no nosso blog, que é um espaço de todos!

Ofereço-lhe uma foto tirada por mim, a uma das coisas que mais gosto de Lisboa, que tanto a caracteriza e de que tanto nos orgulhamos, a calçada portuguesa!



sexta-feira, 11 de julho de 2008

Poema do Armando. Obrigado!


quarta-feira, 5 de março de 2008

Poema da minha MÃE

A Vida na Terra

Só o Nascimento tem uma Vinda,
só a Morte tem uma Ida.
Tudo o resto vai e vem.

Uns,
têm um momento breve?
como uma linda flor
ou como um feliz sorriso,
Outros,
parece que são sempre como a pedra?
rijos, impenetráveis.
Mas...? mesmo a pedra se parte,
quebra, desfaz em areia,
e um dia,
até poderá ir no sopro do vento,
quem sabe?
ou até no rolar da água do Mar.
Imprevistos do ser vivo.

É assim a Vida na Terra, indefinida,
sem encontros e explicação
de alguém com uma credibilidade segura.

Ilda / 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

...de Nós para Armando

Como não somos poetas queremos agradecer da mesma forma, por isso aqui vai:

" O poeta é um fingidor finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente!"
Fernando Pessoa

Muito Obrigado!
...pode continuar!

Poemas do Armando



Mais poemas do nosso amigo Armando Antunes, um deles para se prepararem para esta época festiva que atravessamos.

O Carnaval

Será que ninguém leva a mal?


O mal está lá
O cheiro a enxofre
O cheiro a morte
O cheiro suado

Mas no Carnaval
Ninguém leva a mal
Alegria!!!
É Carnaval
Dancemos, bebamos

Sambemos
sobre o mal do Carnaval
que importa o mal?
Dançamos, bebemos e sambamos

Estamos vivos
O mal que se dane
Viva o Carnaval

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Não sei

Não sei o que sou
O que sou, não sei
Procuro nesta luta constante
entre os limbos do infinito
encontrar o que sou

O infinito
esse espera por mim, e eu sei
que um dia, sem o procurar
o infinito, toma posse
do que sou

O infinito sabe o que sou
homem, blá, blá, …
mas!
O que sou?

Não sei …

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Para Nós do nosso poeta Armando



Adoramos poesia!
Nenhum de nós tem (pelo menos que tenha decoberto) este talento, mas simplesmente adoramos poesia! Ela fala-nos do mais íntimo e profundo. É realmente a nossa alma a cantar!

Por isso, temos aqui também espaço para todos os nossos amigos, que com este talento, nos ajudam a sonhar.

Partilhamos convosco, um poema do amigo Armando Antunes e outro que nos sugeriu da Florbela Espanca e esperamos com ele despertar em vocês a vontade de partilhar conosco também os vossos!


Nós

Por falta de ideias e sonhos perdidos
eis um poema que eleva o nós
o de ser, ter, quer, poder
no ser só somos o que somos
no ter é termos
no termos é quer
no quer é poder

Armando Antunes


Ser Poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Copyright © Florbela Espanca