quarta-feira, 5 de março de 2008

Poema da minha MÃE

A Vida na Terra

Só o Nascimento tem uma Vinda,
só a Morte tem uma Ida.
Tudo o resto vai e vem.

Uns,
têm um momento breve?
como uma linda flor
ou como um feliz sorriso,
Outros,
parece que são sempre como a pedra?
rijos, impenetráveis.
Mas...? mesmo a pedra se parte,
quebra, desfaz em areia,
e um dia,
até poderá ir no sopro do vento,
quem sabe?
ou até no rolar da água do Mar.
Imprevistos do ser vivo.

É assim a Vida na Terra, indefinida,
sem encontros e explicação
de alguém com uma credibilidade segura.

Ilda / 2008

Blogues favoritos!

Há que fazer um bocadinho de publicidade à prata da casa.
Esta é para os amigos que gostam mesmo de música.
O nosso querido amigo Johnny tem um blogue fantástico sobre música em que parece que é só fazerem tipo "discos pedidos", deixando uma mensagem do album que queriam ter do que ele por lá apresenta. Vão lá dar uma olhadela que ficam a connhecer umas coisas novas. Olhem que o rapaz percebe daquilo!

Aqui vai:
www.themisinterpretationofsilence.blogspot.com

Voltámos!!!


Ok!!! Pedimos imensa desculpa a todos os amigos que já nos vinham seguindo, por este pequeno interregno. Pois é, parece que ás vezes a vida deixa pouco tempo para certas coisas, mas, nunca nos esquecemos dos amigos!

Andamos por aqui ás voltas com projectos inacabados. E como esta coisa de projectos inacabados não é de todo a nossa filosofia de vida, há que fazer um esforço para terminar sempre o que se começa!

Bom, vamos fazer o possível por continuar a dar-vos notícias sobre o q achamos importante e principalmente trocar experiências e emoções.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008


NA ROTA DAS 7 MARAVILHAS

Criamos aqui o espaço NA ROTA DAS 7 MARAVILHAS onde vamos viajar pelas imagens e recordações que nós e amigos troxemos daquelas que são hoje considerádas as 7 das novas maravilhas da civilização humana.

Vamos falar delas uma a uma, sempre na prespectiva dos visitantes, daqueles que como nós ficámos parados fixos, deslumbrados, a imaginar, a sonhar, a viajar para além daquele momento, simplesmente a viajar para além da viajem que lá nos levou e acima de tudo também nós a fazermos eternamente parte delas. Também elas olharam para nós e já imaginaram o que terão visto ao longo de milénios?! O que diria a Pirâmide de Gizé se falasse??!

Como não podemos visitar todos estes locais vamos procurar testemunhos amigos ao longo do tempo, até que se reunam todas as 7 maravilhas. Fiquem para ver!

...de Nós para Armando

Como não somos poetas queremos agradecer da mesma forma, por isso aqui vai:

" O poeta é um fingidor finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente!"
Fernando Pessoa

Muito Obrigado!
...pode continuar!

Poemas do Armando



Mais poemas do nosso amigo Armando Antunes, um deles para se prepararem para esta época festiva que atravessamos.

O Carnaval

Será que ninguém leva a mal?


O mal está lá
O cheiro a enxofre
O cheiro a morte
O cheiro suado

Mas no Carnaval
Ninguém leva a mal
Alegria!!!
É Carnaval
Dancemos, bebamos

Sambemos
sobre o mal do Carnaval
que importa o mal?
Dançamos, bebemos e sambamos

Estamos vivos
O mal que se dane
Viva o Carnaval

--------------------------

Não sei

Não sei o que sou
O que sou, não sei
Procuro nesta luta constante
entre os limbos do infinito
encontrar o que sou

O infinito
esse espera por mim, e eu sei
que um dia, sem o procurar
o infinito, toma posse
do que sou

O infinito sabe o que sou
homem, blá, blá, …
mas!
O que sou?

Não sei …

Parabéns Carlos do Carmo



Sempre adorei Carlos do Carmo! Desde pequena que me habituei ao fado e ele a fazer parte da minha vida. A minha Mãe adora e levava-nos sempre com ela. Aprendi a gostar e mais do que isso a perceber o Fado. Passou a ser banda sonora do meu eu Lisboeta e está sempre presente!

O Fado não é só uma música triste e nem sempre estar triste é triste! Às vezes é bom ter saudades, é sinal que se ama!

Dentro do Fado sempre houve alguns que gostei mais especialmente do que outros, o Carlos do Carmos, é um dos meus preferidos. Ele tem uma forma especial de cantar, põe Jazz no Fado! É sem dúvida um dos cantores que personifica o que é o Fado!

Aqui fica a minha homenagem em tom de parabéns, por ter alcançado tão destinto prémio Goya, por ´Fado da Saudade´ que vos deixo para ouvirem, com atenção e calma.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Para Nós do nosso poeta Armando



Adoramos poesia!
Nenhum de nós tem (pelo menos que tenha decoberto) este talento, mas simplesmente adoramos poesia! Ela fala-nos do mais íntimo e profundo. É realmente a nossa alma a cantar!

Por isso, temos aqui também espaço para todos os nossos amigos, que com este talento, nos ajudam a sonhar.

Partilhamos convosco, um poema do amigo Armando Antunes e outro que nos sugeriu da Florbela Espanca e esperamos com ele despertar em vocês a vontade de partilhar conosco também os vossos!


Nós

Por falta de ideias e sonhos perdidos
eis um poema que eleva o nós
o de ser, ter, quer, poder
no ser só somos o que somos
no ter é termos
no termos é quer
no quer é poder

Armando Antunes


Ser Poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Copyright © Florbela Espanca

Nome de Código: Cloverfield


O que é Cloverfield?!!! Essa deve ser a pergunta que mais vezes foi feita nos últimos tempos. Não há site de cinema que se preze, nem revista que não tenha feito essa pergunta. Basta teclar este nome no You Tube para se descobrir uma infinidade de disparates e especulações à volta do monstro e sobre este filme. Confesso que eu própria, antes da estreia pouco ou nada consegui descobrir a não ser que é um monstro, em Manhatan a destruir tudo e que é tudo filmado com uma handy-cam. Tinha algumas reticências em relação ao filme e como estava incerido mais ou menos no género terror, pensei que era um daqueles filmes para adolescentes norte-americanos, mas enganei-me, não é só isso.

A melhor maneira de descrever Cloverfield é não o descrever! Não vos quero estragar a surpresa que neste caso é fundamental. Só vos digo que tudo o que sabia estava correcto mas, preparem-se, há mais. A sensação que tive foi de entrar numa montanha russa, ou dentro de um shaker. Do principio ao fim do filme somos pura e simplesmente abanados, surpreendidos, com uma acção de cortar a respiração, num realismo de rigor absoluto, em que tudo parece estar absolutamente perfeito, em que acção nos provoca a constante sensação de pânico! Os efeitos visuais estão na minha opinião perfeitos, a tecnologia ajuda a manter o realismo, sem nunca quase nos lembrar-mos de estar no cinema. Este é um filme que é imperativo ser visto numa sala de cinema, pelo risco de se perder metade do impacto para o qual os autores tanto trabalharam. Sabemos das comparações com `The Blair Wich Project´ (que foi um dos filmes que mais medo me fez), mas a única possível é na filmagem (handy-cam), todo o resto é radicalmente diferente, tendo este superado bastante no realismo que se quer dar com esta forma de filmagem.

Apenas vos digo que não interessa saber o que é Cloverfield, que tipo de monstro lá está, mas sim, ter a experiência de vê-lo. É completamente diferente e com isso vai gerar opiniões divergentes, por isso, não percam! Para já, aqui fica a nossa: excelente!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

MÃTXÓ PATAXÓ











Há uns anos atrás fizemos uma viagem ao Brasil. Ele dizia sempre que se um dia lá fossemos gostaria de conhecer primeiro o sítio onde os Portugueses chegaram a 22 de Abril de 1500, o local de desembarque e onde se fez o primeiro contacto com os nativos. E assim foi.

Fomos para Porto Seguro no Estado da Baía. Não pensem que escrevo para contar a nossa viagem, pelo menos para já não, fica para uma futura mensagem. Esta, serve apenas para vos falar do que lá encontrámos, no exacto local onde chegáramos há mais de 500 anos atrás. Aí existe uma aldeia, que dá nome á praia que fica em frente, a Coroa Vermelha. Nesta aldeia residem os últimos descendentes da tribo india Pataxó.

Ficámos deslumbrados, nunca tinhamos visto, nunca tínhamos estado frente a frente com indios verdadeiros, tentávamos disfarçar, mas era como podem calcular difícil. (Terá sido isso que sentiram os outros portugueses há tantos anos atrás?!)

Não pudemos deixar de reparar na cor da sua pele, avermelhada, no contraste das cores, das penas dos pássaros tropicais, nos olhos rasgados que denunciam antepassados asiáticos, nas vestimentas, nos cabelos lisos como mantas, nas peles de animais, na tradição, na história, na voz, na língua, no seu artesanato, nas casas onde viveram, etc. Tudo era fantástico! E ali, precisamente em cima daquela praia magnífica com água muito calminha e quente, no local onde o rio se junta com o mar.

Dentro de água podiamos ver na costa, a capela imposta pelos portugueses e pelo catolicismo, a cruz de madeira que fora erguida alta, ao lado, outra já de pedra mármore que sinaliza o sítio, tudo envolto no verde das palmeiras. Tudo isto rasgava aquela que foi em tempos a terra dos Pataxós e de outros que por lá passaram antes de nós, e agora, já não é nosso, mas também não é deles.

Escrevo portanto, como portuguesa, que com confesso orgulho vi aquela terra, onde se fala a nossa lingua, mas com alguma tristeza constatei, que eles, os indios, não vivem nas suas casas, vivem noutras, descaracterizadas e construídas alí num sítio mais afastádo.
Tudo aquilo é deles por direito natural e passados tantos anos, já percebemos que aquele bocado de terra já não nos pertence, tem de ser deles, dos últimos descendentes, dos Pataxó.

Hoje, esta tribo vive espalhada por várias aldeias da zona, mas na coroa vermelha têm um mercado indio, onde vendem o seu artesanato, que por sinal é fantástico e ninguém consegue sair dali sem trazer uma recordação. Desenvolvem-se assim alguns projectos, para salvar esta tribo e outras consideradas em extinção no Brasil. Entre outras coisas, deram-lhes computadores, para que assim podessem desenvolver-se e com isso aprender melhor a preservar e a chamar à atenção para a preservação da sua cultura. Por isso convidamo-vos a visitarem o seu site, que está nos nossos links e aprenderem um pouco mais sobre eles.

Deixamo-vos ficar algumas fotos que tirámos na Coroa Vermelha, terra dos Pataxós e a eles desejamos: TUKÊ TUKEHÊ!!!